Marque os dentes ausentes. Kennedy se classifica sozinho.
Toque nos dentes faltantes do arco. A classificação, o conector maior, os grampos e os apoios aparecem instantaneamente.
Toque para marcar os dentes ausentes
Maxilar
Mandibular
Marque os dentes ausentes no arco superior
A classificação aparece automaticamente
Por que importa
A classificação Kennedy é a base de todo projeto de PPR
Classificar errado um arco parcialmente desdentado não é um erro acadêmico. É um erro que produz uma estrutura que não assenta, grampos que não retêm e uma prótese que o paciente acaba guardando na gaveta.
4
classes de Kennedy definem o padrão básico de edentulismo parcial e determinam o tipo de suporte da prótese
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regras de Applegate refinam a classificação original e resolvem os casos ambíguos que Kennedy não contemplou
35%
dos projetos incorretos de PPR se originam em uma classificação errada do arco, segundo estudos de revisão clínica
Como funciona
As 4 classes de Kennedy e sua lógica de projeto
Cada classe descreve um padrão de edentulismo diferente, e cada padrão exige uma abordagem mecânica distinta.
1
Classe I: edentulismo bilateral posterior
Espaços desdentados dos dois lados, posteriores ao último dente remanescente. É uma prótese de extensão distal com suporte misto (dental e mucoso). O conector maior deve ser rígido para distribuir as forças. Os retentores devem permitir movimento vertical para evitar torque sobre os pilares.
2
Classe II: edentulismo unilateral posterior
Espaço desdentado de um só lado, posterior ao último dente. Tem as mesmas exigências biomecânicas da Classe I, porém assimétricas. O conector maior deve cruzar o arco para obter apoio do lado oposto. Um erro comum é projetar retenção apenas do lado desdentado.
3
Classe III: edentulismo unilateral com pilares anterior e posterior
O espaço desdentado é limitado por dentes nas duas extremidades. É uma prótese dentossuportada, a mais previsível mecanicamente. Os grampos convencionais funcionam bem porque não há extensão distal. O projeto é mais simples, mas nem por isso menos exigente.
4
Classe IV: edentulismo anterior cruzando a linha média
O único espaço desdentado está na região anterior, cruzando a linha média. Por definição, não tem modificações: se existisse outro espaço, aquele determinaria a classe. Exige atenção estética especial e retentores que não sejam visíveis na região anterior.
Erros comuns
Erros que comprometem o projeto desde a classificação
01 Classificar com radiografia panorâmica em vez de exame clínico
A panorâmica não mostra a mobilidade dental, a presença de toros nem a qualidade do rebordo residual. A classificação deve ser feita com o modelo de estudo ou o exame intraoral, nunca apenas com a imagem radiográfica.
02 Ignorar as modificações
As modificações (espaços desdentados adicionais) afetam a localização dos retentores indiretos e a distribuição das forças. Uma Classe I modificação 1 exige um retentor adicional que uma Classe I sem modificação não precisa.
03 Não distinguir entre suporte dental e mucoso
A Classe III é dentossuportada; as Classes I e II são de suporte misto. Aplicar o mesmo tipo de grampo às duas é um erro biomecânico. As extensões distais precisam de retentores que permitam movimento vertical, não rigidez.
04 Grampo incorreto para a classe
Um grampo circunferencial rígido funciona bem na Classe III. Na Classe I, esse mesmo grampo gera torque sobre o pilar porque a base se movimenta sob carga oclusal. Os retentores em barra (tipo RPI) ou os de ação posterior são mais apropriados.
05 Esquecer os apoios oclusais
Sem apoios preparados nos pilares, a prótese se assenta sobre o tecido mole em vez do dente. Isso produz reabsorção do rebordo, mobilidade do pilar e falha prematura da prótese. Todo pilar precisa de um apoio preparado.
Perguntas frequentes
Classificação Kennedy: dúvidas resolvidas
Se houver espaços bilaterais posteriores, classifica-se como Classe I. A Classe IV só se aplica quando o único espaço desdentado é anterior e cruza a linha média. Se existirem espaços adicionais posteriores, a classificação é determinada pelo espaço posterior.
Cada modificação acrescenta um espaço desdentado adicional que precisa de suporte. Isso pode exigir retentores adicionais, apoios indiretos extras e maior rigidez do conector maior. Mais modificações geralmente significam um projeto mais complexo.
A Classe III é dentossuportada: as forças se transmitem aos dentes pilares. A Classe I é de suporte misto: as forças se distribuem entre dentes e mucosa. Essa diferença fundamental determina o tipo de conector, o tipo de grampo e a necessidade de reembasamento periódico.
A estrutura fundida é superior em quase todos os casos por rigidez, higiene e durabilidade. A base acrílica se justifica em próteses provisórias, quando se antecipam extrações futuras, ou quando o orçamento do paciente não permite a fundida.
Quando os pilares não têm superfícies guia adequadas para a retenção, quando a linha de inserção natural do arco não permite retentores convencionais, ou quando se precisa de paralelismo entre pilares que anatomicamente não o têm.
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