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AnteriorIncisivos e caninos
Pré-molar1º e 2º pré-molar
Molar1º, 2º e 3º molar
Zircônia Monolítica1200 MPa
Zircônia Multicamada900 MPa
IPS e.max400 MPa
PFMMetalocerâmica
Feldspática120 MPa
PMMAProvisória — 80 MPa
AdesivoCimento resinoso (Variolink, RelyX)
ConvencionalIonômero de vidro
AutoadesivoRelyX Unicem, Panavia
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Preparo insuficiente = fratura. Preparo excessivo = endodontia

Existe uma janela estreita entre remover estrutura dental suficiente para o material funcionar e preservar o suficiente para o dente sobreviver. Essa janela muda com cada material, cada posição e cada tipo de cimentação. Calcular as dimensões corretas não é intuição — é ciência.

Exposição pulpar: o risco real
Em molares, a distância média da superfície oclusal à câmara pulpar é de 3,5-4,0mm. Se o material exige 2,0mm de redução oclusal e o dente já tem uma restauração prévia, a distância remanescente até a polpa pode ser crítica. Cada décimo de milímetro conta.
Espessura mínima por material
Zircônia 3Y monolítica: 0,5mm oclusal, 0,3mm axial. E.max: 1,0-1,5mm oclusal, 0,8mm axial. PFM: 1,5-2,0mm oclusal (metal+porcelana), 1,2mm axial. Feldspática: 0,3-0,5mm (facetas). Preparar todos os materiais da mesma forma é o erro mais comum.
Ângulo de conicidade: retenção vs inserção
O ângulo total ideal de conicidade (taper) é 6-12°. Abaixo de 6°, o assentamento fica difícil e gera fricção prematura. Acima de 20°, elimina a retenção friccional e obriga a depender exclusivamente da cimentação adesiva. A média clínica real é ~22° — quase o dobro do ideal.

Anatomia de um preparo: cada zona tem suas regras

OCRedução oclusal
Deve seguir a anatomia oclusal, não ser um plano liso. Uma redução plana elimina o espaço para a anatomia oclusal da restauração, produzindo contatos prematuros ou uma coroa sem fossas e cristas funcionais. Use brocas de profundidade calibrada para verificar redução uniforme.
AXRedução axial
As paredes axiais fornecem a retenção primária da coroa. A redução deve ser uniforme em vestibular, lingual e proximal, respeitando a inclinação natural de cada superfície. Um munhão cilíndrico (sem conicidade) não assenta; um com conicidade excessiva perde retenção.
MGTipo de linha de término
Chanfro (chamfer): Linha de término curvada, ideal para cerâmicas puras (e.max, zircônia). Permite espessura uniforme do material na margem. Ombro (shoulder): Término em ângulo reto, clássico para PFM, onde o ombro sustenta a união metal-porcelana. Lâmina de faca (knife-edge): Redução mínima, reservada para coroas telescópicas ou situações de preservação extrema.
TPÂngulo de conicidade (taper)
O taper total ideal é 6-12° para cimentação convencional (maximiza retenção friccional). Com cimentação adesiva, tolera-se até 20° porque a adesão química compensa. Um escâner intraoral pode medir o taper real pós-preparo — a maioria dos clínicos superestima a conicidade que imprime.
O efeito férula: a variável esquecida
Em dentes endodonticamente tratados com pino, a férula (abraço circunferencial da coroa sobre dentina sadia supragengival) é o preditor mais forte de sucesso. Uma férula de ≥2mm de altura e ≥1mm de espessura de parede dobra a resistência à fratura. Sem férula adequada, o conjunto pino-coroa age como alavanca e fratura a raiz.

5 erros de preparo que geram falhas previsíveis

1
Mesmo preparo para todos os materiais
Zircônia monolítica precisa de 0,5mm oclusal. PFM precisa de 2,0mm. Se você preparar 1,0mm pensando em zircônia e depois mudar para PFM, o técnico não terá espaço para metal + porcelana, e a coroa sai sobrecontornada ou com porcelana fina que lasca (chipping).
2
Não considerar o tipo de cimentação
Na cimentação convencional, você precisa de retenção mecânica: taper ≤12°, altura de munhão ≥4mm, superfície rugosa. Na adesiva, você pode ser mais conservador na redução e tolerar mais taper. Mas se planejar adesiva e cimentar convencionalmente (ou o contrário), o desenho do preparo não bate com o protocolo.
3
Sobrerredução na região anterior
Os incisivos inferiores têm espessura vestibulolingual de apenas 6-7mm. Uma redução vestibular de 1,5mm + lingual de 1,0mm deixa um munhão de 3,5-4,5mm, que pode ser insuficiente para retenção. Em dentes estreitos, a redução vestibular deve ser mínima (0,3-0,5mm para facetas) ou exigir cobertura total conservadora.
4
Subredução para PFM
Quando não se reduz o suficiente para PFM, o técnico tem duas opções: fazer a coroa sobrecontornada (perfil de emergência incorreto, inflamação gengival) ou diminuir a espessura da porcelana (fratura cerâmica). Ambas são péssimos resultados de um preparo insuficiente.
5
Ângulos internos agudos
Ângulos internos agudos (linha-ângulo ocluso-axial sem arredondar) geram concentração de estresse na restauração. Na cerâmica, isso é um ponto de início de fratura. Todos os ângulos internos devem estar arredondados. Uma broca de grão fino ao final do preparo suaviza as transições críticas.

Perguntas frequentes sobre preparo de coroas

Sim, mas com limites. A cimentação adesiva adiciona retenção química que compensa a falta de retenção friccional, permitindo maior taper e menor altura de munhão. Mesmo assim, você ainda precisa da espessura mínima do material para funcionar estruturalmente. Não dá para preparar 0,3mm para e.max só porque se cimenta de forma adesiva — o e.max precisa de seus 1,0-1,5mm de espessura independentemente do cimento.

Para facetas feldspáticas: 0,3-0,5mm vestibular, envolvendo a borda incisal 0,5-1,0mm em lingual. Para e.max: 0,5-0,7mm vestibular. Crítico: toda a redução deve ficar em esmalte. Se você invadir a dentina, a adesão muda de condicionamento total em esmalte (o mais previsível) para adesivos de dentina (menos previsível). Facetas “no-prep” (sem preparo) são possíveis em dentes retruídos ou microdontia, mas geram sobrecontorno em dentes normais.

Opções: (1) Mudar para um material que exija menos espaço (zircônia monolítica precisa de apenas 0,5mm vs 2,0mm do PFM). (2) Ajustar o dente antagonista, se a oclusão permitir clinicamente. (3) Em casos extremos, considerar aumento de coroa clínica para ganhar retenção sem mais redução oclusal. O que você NÃO deve fazer: reduzir oclusal além do seguro ou deixar a coroa infracontornada.

Método 1: Brocas de profundidade calibrada — criar sulcos de profundidade conhecida e depois conectá-los. Método 2: Guia de silicone (putty index) tomado ANTES do preparo, seccionado no sentido vestibulolingual e incisal, e reposicionado sobre o munhão para verificar espaço uniforme. Método 3: Escaneamento digital pré e pós-preparo com sobreposição em software — o método mais preciso, mas exige escâner intraoral.

A férula é a faixa de dentina sadia que a coroa abraça circunferencialmente acima da margem. Uma férula de ≥2mm multiplica a resistência à fratura de dentes com pino em 2-3x. Sem férula, as forças laterais atuam como alavanca direta sobre o pino, fraturando a raiz verticalmente — o que é irreparável e leva à extração. Sem férula, considere aumento de coroa clínica ou reavalie se o dente é restaurável.

Calcule antes de preparar

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