01 Usar o mesmo ciclo para toda cerâmica
Cada sistema cerâmico (Vita, Ivoclar, Noritake, GC) tem parâmetros diferentes. Mesmo dentro da mesma marca, as cerâmicas de opaco, dentina e esmalte podem ter temperaturas distintas. Um ciclo genérico produz resultados inconsistentes.
02 Não recalibrar ao trocar de forno
Dois fornos do mesmo modelo não necessariamente queimam igual. A temperatura real pode variar de 10 a 25 graus em relação à programada. Ao estrear um forno ou trocá-lo, rode um anel de calibração e ajuste os ciclos.
03 Pular a pré-secagem em restaurações espessas
Pontes, facetas espessas e primeiras queimas de opaco retêm mais umidade. Sem pré-secagem adequada, a umidade evapora de forma violenta durante a rampa de aquecimento e gera porosidade interna que só aparece quando a cerâmica falha.
04 Abrir o forno antes de terminar o resfriamento lento
Abrir a tampa do forno para "ganhar tempo" expõe a cerâmica a choque térmico. Em cerâmicas de alta estética (dissilicato de lítio, feldspática de alta translucidez), isso gera microfraturas internas que reduzem a resistência à fratura em até 40%.
05 Temperatura de início do vácuo incorreta
Se o vácuo começa cedo demais, extrai ar antes das partículas começarem a se fundir, sem efeito útil. Se começa tarde demais, o ar já ficou aprisionado. A faixa correta depende de cada cerâmica e está especificada na ficha técnica do fabricante.