Estime a dimensão vertical
antes de montar.

Insira as medidas faciais e obtenha a DVO estimada por 4 métodos clínicos, com análise de convergência e checklist de verificação.

Aviso clínico importante

Esta ferramenta fornece estimativas estatísticas baseadas em proporções faciais médias. NÃO substitui a avaliação clínica direta. A dimensão vertical de oclusão final deve ser determinada clinicamente por meio de planos de oclusão, testes fonéticos ao vivo e avaliação estética facial. Cada paciente é único — estas fórmulas são um ponto de partida, não um diagnóstico.

Medidas do paciente

Insira as medidas que você tiver disponíveis. Quanto mais medidas, maior a precisão da estimativa. Todas as medidas em milímetros.

Subnásio ao gnátio com a mandíbula em posição de repouso fisiológico (DVR)
mm
Distância da pupila (centro) à borda inferior do lábio superior (stômio)
mm
Tríquio (linha do cabelo) ao gnátio (mento). Para o método cefalométrico dos terços faciais.
mm
Subnásio até o vermelhão do lábio superior. Método proporcional complementar.
mm

Resultado por método

Verificação clínica obrigatória

Antes de cimentar ou processar, verifique estes pontos com planos de oclusão ou provisórios:

Os 4 métodos explicados

Método de Willis

Princípio: DVO = Altura em repouso (DVR) − Espaço livre interoclusal (2-4 mm). O espaço livre é a diferença entre a posição de repouso mandibular e a oclusão cêntrica. Willis estabeleceu que esse espaço é, em média, 3 mm em adultos.

Limitação: A posição de repouso pode variar com estresse, medicamentos (relaxantes musculares) e postura cervical. Medir 3 vezes e fazer a média.

Método proporcional

Princípio: A distância pupila-stômio é aproximadamente igual à DVO. Baseado nas proporções faciais de Da Vinci/McGee. Também: subnásio-gnátio em oclusão deve ser aproximadamente igual à distância pupila-comissura labial.

Limitação: Assume proporções faciais médias. Menos confiável em pacientes com desproporção facial, prognatismo ou retrognatismo severo.

Método cefalométrico

Princípio: O rosto é dividido em 3 terços iguais: tríquio-glabela, glabela-subnásio, subnásio-gnátio. O terço inferior (subnásio-gnátio) em oclusão = 1/3 da altura facial total.

Limitação: Exige linha do cabelo visível (tríquio). Menos preciso em pacientes calvos ou com testa muito alta. Variabilidade racial significativa.

Método fonético

Princípio: Ao pronunciar o "S" (sibilante), o espaço interoclusal mais próximo (closest speaking space) é de 1-2 mm. Se a DVO estiver correta, ao dizer "Mississippi" os dentes quase se tocam sem colidir.

Limitação: Subjetivo — depende da observação do clínico. Não é precisamente quantificável. Melhor como método de verificação do que como método primário.

Documente a DVO em cada caso

O TrazaLab permite registrar medidas faciais, fotos e notas clínicas por caso. Tudo acessível de qualquer dispositivo.

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Por que importa

Dimensão vertical errada causa dor, desgaste e falhas protéticas

A dimensão vertical de oclusão (DVO) é o alicerce de toda reabilitação de arco completo e boca toda. Se a DVO está errada, todo o resto falha: estética facial, fonética, função mastigatória e longevidade da prótese.

2-4 mm

é a faixa média do espaço livre interoclusal. Fora dessa faixa, o paciente experimenta sintomas musculares ou protéticos

73%

das falhas em próteses totais estão ligadas a erros no registro da relação maxilomandibular, incluindo a DVO

3+

métodos de estimativa precisam convergir para considerar a DVO clinicamente aceitável. Nenhum método isolado é confiável

Como funciona

Os 4 métodos para estimar a dimensão vertical

Nenhum método isolado é confiável. A DVO correta é aquela confirmada por múltiplos métodos convergentes.

1

Método de Willis (proporcional facial / régua de Willis)

Mede a distância da pupila à comissura labial (terço médio facial) e compara com a distância da base do nariz ao mento (terço inferior). Com a DVO correta, ambas as medidas devem ser aproximadamente iguais. É rápido, mas apresenta variabilidade individual significativa.

2

Método proporcional dos terços faciais

Divide o rosto em três terços: tricial (linha do cabelo à glabela), nasal (glabela à base do nariz) e mentoniano (base do nariz ao mento). Em oclusão, o terço inferior deve ser proporcional aos outros dois. Se for significativamente mais curto, a DVO pode estar diminuída.

3

Método cefalométrico

Usa uma radiografia lateral de crânio para medir ângulos e distâncias ósseas. É o mais objetivo, mas exige equipamento radiográfico, software de traçado e experiência em interpretação. Não está disponível em todos os consultórios, nem é prático para todos os pacientes.

4

Método fonético (closest speaking space)

Peça ao paciente que pronuncie sons sibilantes ("Mississippi", "sessenta e seis"). Durante esses sons, os dentes anteriores se aproximam da menor distância sem contato: o closest speaking space. Se o espaço for menor que 1 mm ou os dentes tocarem, a DVO pode estar excessiva.

Erros comuns

Erros de DVO que comprometem a reabilitação

01 Depender de um único método de medição

Willis sozinho, fonética sozinha ou cefalometria sozinha: nenhum método isolado tem precisão suficiente. A variabilidade anatômica individual é alta demais. São necessários pelo menos três métodos que convirjam dentro de uma faixa de 2 mm para considerar a DVO validada.

02 Não verificar com fonética

A fonética é o método de verificação mais acessível e o mais subutilizado. Se o paciente não consegue pronunciar sibilantes claramente ou se os dentes colidem durante a fala, a DVO precisa de ajuste. Pular esse teste é perder a validação mais rápida disponível.

03 Aumentar a DVO excessivamente

Aumentar a DVO demais comprime o espaço livre, gera fadiga muscular, dor na ATM, dificuldade para falar e aparência facial forçada. Qualquer aumento maior que 4-5 mm deve ser avaliado com prótese de prova antes de confeccionar a definitiva.

04 Ignorar a reabsorção óssea

Em pacientes desdentados de longa data, a reabsorção do rebordo alveolar reduziu progressivamente a altura facial. Usar a DVO das próteses antigas como referência perpetua o erro, porque essas próteses já estavam com DVO diminuída por anos de desgaste.

05 Usar próteses antigas como única referência

Próteses com mais de 5-10 anos apresentam desgaste oclusal significativo. A DVO com a qual o paciente "está confortável" não é necessariamente a DVO correta. O conforto é um fator, mas a biomecânica, a estética e a fonética devem ser validadas independentemente.

Perguntas frequentes

Dimensão vertical: perguntas-chave

Não há um número absoluto. Aumentos de 2-4 mm são geralmente bem tolerados em pacientes saudáveis, sem patologia de ATM. Aumentos maiores que 5 mm devem ser testados com próteses provisórias por 4-6 semanas antes de confeccionar a definitiva. A tolerância individual varia e depende do estado muscular e articular.

O espaço livre interoclusal médio é de 2-4 mm, medido na posição de repouso mandibular (DVR). Menos de 1 mm sugere DVO excessiva; mais de 6 mm sugere DVO insuficiente. Mas a média não se aplica a todos: alguns pacientes têm espaço livre naturalmente amplo ou estreito.

Sim. Perda dentária, desgaste oclusal e reabsorção do rebordo alveolar diminuem progressivamente a DVO. Além disso, mudanças no tônus muscular e na postura cervical afetam a posição de repouso mandibular. Por isso, a DVO deve ser reavaliada a cada reabilitação, não assumida como constante.

Peça ao paciente que conte de sessenta a sessenta e nove. Observe a distância entre os bordos incisais superior e inferior durante as sibilantes. Deve haver 1-2 mm de espaço sem contato. Se os dentes tocarem, a DVO está alta. Se o espaço for maior que 3 mm, pode estar baixa.

Sempre que o aumento da DVO for maior que 4 mm, quando o paciente tem sintomas de ATM preexistentes, quando a DVO prévia é desconhecida (desdentado de longa data) ou quando há discrepância entre os métodos de estimativa. A prótese de prova é usada por 4-6 semanas e ajustada antes de confeccionar a definitiva.

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