Materiais

Zircônia. e.max. PFM.
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Os valores são faixas representativas baseadas em literatura clínica. As propriedades variam conforme fabricante, processamento e protocolo de cimentação. Siga sempre as instruções do fabricante.

Escolher o material errado custa $200-400 em refazimentos

A seleção do material restaurador não é uma preferência estética — é uma decisão clínica que afeta a longevidade, a biomecânica e o protocolo de cimentação. Um material bonito na posição errada falha. Um material resistente na zona estética decepciona.

Resistência à flexão: o número que importa
A resistência à flexão (MPa) indica quanta força o material suporta antes de fraturar. Posterior = você precisa de >800 MPa (zircônia). Anterior = você pode priorizar estética com 300-400 MPa (e.max) se a oclusão permitir. O número não mente.
Translucidez: a linha entre natural e artificial
Dentes naturais transmitem luz de forma complexa. Um material opaco (zircônia 3Y) bloqueia a luz e parece “morto” na região anterior. Um material translúcido (e.max, zircônia 5Y) imita a transmissão de luz natural. Mas mais translucidez = menos resistência. Sempre há um trade-off.
O protocolo de cimentação muda tudo
Zircônia 3Y pode ser cimentada convencionalmente (ionômero de vidro). O e.max EXIGE cimentação adesiva (resina dual com silano + ácido fluorídrico). Se você escolhe o material sem considerar seu protocolo de cimentação, a restauração descimenta ou nunca atinge a adesão ideal.

Como escolher o material correto em 4 passos clínicos

1
Avaliar a posição e a força oclusal
Região anterior prioriza estética (translucidez, fluorescência). Região posterior prioriza resistência (flexural >800 MPa). Pré-molares são a zona de transição onde ambos os fatores pesam. Em bruxistas, a resistência sempre vence — independente da posição.
2
Medir o espaço disponível
Cada material tem uma espessura mínima para funcionar. Zircônia monolítica precisa de 0,5-0,8 mm oclusal. E.max precisa de 1,0-1,5 mm. PFM precisa de 1,5-2,0 mm (metal + porcelana). Se o espaço interoclusal for menor que 1 mm, suas opções se reduzem drasticamente.
3
Considerar o substrato
A cor do munhão afeta o resultado final em materiais translúcidos. Um pino metálico sob e.max aparece como uma sombra acinzentada. Um munhão escuro exige um material mais opaco ou um agente de cimentação opaco que compense. Se houver pino metálico, zircônia opaca pode ser uma escolha melhor do que e.max translúcido.
4
Definir o protocolo de cimentação ANTES de escolher
Se você planeja cimentação convencional (ionômero de vidro), precisa de retenção mecânica e materiais que não dependam de adesão (zircônia 3Y, PFM). Se você tem protocolo adesivo completo (condicionamento ácido + silano + resina dual), pode usar e.max e zircônia 5Y com segurança. Material e cimentação são uma decisão conjunta.

5 erros clássicos na seleção de materiais

1
Zircônia monolítica 3Y para anteriores estéticos
A zircônia 3Y (tetragonal) tem ~1.200 MPa de resistência à flexão, mas baixa translucidez. Na região anterior, especialmente em unitários cercados por dentes naturais, aparece opaca e monocromática. Para anteriores, considere zircônia 5Y (cúbica), zircônia multicamadas ou e.max.
2
E.max em bruxistas
O e.max (dissilicato de lítio) tem ~400 MPa de resistência à flexão. Em um bruxista que gera 800-1.000 N de força, é uma fratura anunciada. Se o paciente tem facetas de desgaste evidentes, parafúnção relatada ou hipertrofia do masseter, opte por zircônia 3Y monolítica até mesmo em pré-molares.
3
Feldspática para posterior
A porcelana feldspática tem a melhor estética (fluorescência natural, translucidez graduada) mas apenas ~120 MPa de resistência à flexão. Na região posterior, fratura em meses. Reserve estritamente para facetas anteriores em que as forças são controladas e o substrato é esmalte são.
4
PFM em paciente com alergia ao níquel
As ligas base de níquel-cromo (as mais econômicas para PFM) contêm 60-80% de níquel. Em pacientes com alergia a metais (relatada ou suspeita), desencadeiam estomatite de contato, eritema gengival e dor crônica. Sempre pergunte sobre alergias metálicas. Na dúvida, use liga nobre ou uma opção totalmente cerâmica.
5
Escolher pelo preço, não pela indicação clínica
A zircônia monolítica 3Y é o material fresado CAD/CAM mais econômico. Mas se você a usa em uma faceta anterior unitária porque custa menos que o e.max, o resultado estético decepcionante gera um refazimento que custa o dobro. O material mais barato é aquele que funciona de primeira.

Perguntas frequentes sobre materiais dentários

Não. “Melhor” depende da indicação. Para uma coroa posterior em um bruxista, a zircônia 3Y vence. Para uma faceta anterior unitária em que você precisa reproduzir a translucidez e a fluorescência do dente vizinho, o e.max com cimentação adesiva entrega um resultado estético que a zircônia monolítica não consegue igualar. Cada material tem sua zona de excelência.

A PFM (metalocerâmica) continua válida em: (1) pontes longas (>4 unidades) em que a resistência do metal é crítica; (2) retenção mecânica sobre preparos curtos ou cônicos em que a cimentação adesiva não é prática; (3) orçamentos restritos em que zircônia monolítica multicamadas não está disponível; (4) situações em que é preciso soldar componentes. Com mais de 50 anos de evidência clínica, a PFM segue como o material mais documentado.

O número indica a porcentagem de ítria (Y2O3) que estabiliza a estrutura cristalina. 3Y (3 mol%): fase tetragonal, ~1.200 MPa de resistência à flexão, opaca — ideal para posterior. 4Y (4 mol%): mistura tetragonal/cúbica, ~800 MPa, translucidez intermediária — boa para pré-molares. 5Y (5 mol%): fase cúbica, ~600 MPa, alta translucidez — para anterior estético. Os discos multicamadas combinam 5Y no incisal e 3Y no cervical num único disco.

Sim, mas não tanto quanto a qualidade do preparo, a cimentação e a oclusão. Uma revisão sistemática de Pjetursson et al. (2007) mostrou taxas de sobrevivência em 5 anos de 95,6% para PFM, 93,3% para cerâmica pura e 97,8% para coroas sobre implante. A diferença entre materiais é menor que a diferença entre um protocolo clínico sólido e um descuidado.

Os blocos de resina nanocerâmica (como Lava Ultimate, Cerasmart, Shofu Block HC) oferecem ~230-240 MPa de resistência à flexão com módulo de elasticidade próximo ao dente natural (~10-12 GPa vs ~13 GPa da dentina). Vantagens: absorvem impacto oclusal, são fáceis de ajustar e reparar, e são gentis com o antagonista. Desvantagens: durabilidade menor que cerâmica (recomendadas como semipermanentes 5-7 anos), suscetíveis ao desgaste oclusal e não são candidatas a pontes.

Compare materiais com dados, não com opiniões

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